Descobertas gastronômicas – Café 11.16 Le Jolie

Essa semana fiz uma série de descobertas gastronômicas – o meu tipo de descobertas favorito, diga-se de passagem! Na segunda-feira conheci a Julice Boulangere e a Le Pain Quotidien, padarias maravilhosas em São Paulo, ambas em Pinheiros. Na terça-feira foi dia de almoçar e conhecer o Café 11.16 Le Jolie, que ganhou meu coração e por isso resolvi fazer esse post sobre eles. Na quarta-feira jantei no Kibo Sushi, no Itaim Bibi, e tive ótima experiência, apesar de não ter nenhum diferencial a ser postado – a não ser pelo atendimento que foi bem bom e é item raro no comércio hoje em dia. E na quinta-feira, para fechar a semana (porque hoje estou reclusa escrevendo pra você!) estive novamente no Le Manjue Organique, que sim, merece um post a parte e farei isso logo mais.

Hoje porém, como o título mesmo já diz, falarei do Café 11.16 Le Jolie, e por que? Porque eu adorei o local, adorei a comida, adorei a dona, adorei o atendimento, adorei o banheiro e adorei tudo. Sim, até o banheiro eu amei! Porque ele é fofo, bem arrumadinho, com aromatizador de ambiente no espaço, cheio de pastilhas nas paredes e cores maravilhosas. Amo banheiro de restaurante e sou muito chegada a criatividade nesses lugares. Aliássss, pípol de plantão, se você tem um comércio, invista em seu banheiro. Pense bem: sempre que alguém vai ao banheiro, ela tem pelo menos alguns segundos de ociosidade e o que você comunicar a eles nesse momento, será bem gravado em sua mente. Então aproveite a oportunidade e mande sua mensagem.

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Lá, conheci a Letícia Checchia, a chef responsável pelo Café 11.16 e pela Le Jolie Doces. É dela a autoria dos doces maravilhosos da Le Jolie (e do sócio dela, que ainda não conheci) e acredito eu, dos pratos disponíveis no Café. (Sabe que isso eu não perguntei! Mas vou descobrir, e se não for dela, eu corrijo aqui…). Comi um crepe (indicação dela) de queijo brie com rosbife e geleia de pimenta acompanhado de uma saladona de alface e cenoura com um molhinho que creio ser de mostarda com algo adocicado. Uma delícia! Nunca imaginei gostar tanto de tal combinação. No menu ainda constavam outros crepes, saladas lindas, omeletes com diversos recheios, quiches e lanches. Ou seja, cardápio cheio de opções a la café, e que nos permite ter uma alimentação leve e saudável, durante todo o dia. Anta que fui, esqueci de fotografar o meu prato, que juro, merecia ser registrado.

Além da simpatia da Letícia, dona do local, o charme do local me conquistou. Tem área aberta, perfeita para os dias quentes de primavera e verão que estão chegando, tem área fechada climatizada, se essa for a sua preferência, tem doces maravilhosos da Le Jolie e agora para o fim do ano, promete muitos quitutes natalinos adocicados. Conheça um pouquinho do espaço:

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Cozinha aparente e balcão de atendimento, para você ver o preparo da comida e bebida que te será servido!Image

Balcão “mara” de doces Le Jolie, para você se deliciar no Café.Image

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Escada de acesso ao Café. Você entra pela loja 11.16 e desce a escada para o antro de maravilhas gastronômicas.Image

O Café 11.16 Le Jolie fica em Campinas, no fofíssimo bairro Cambuí, na Rua Emílio Ribas, 1058.

 

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Festa Junina e o Milho

ImagemA Festa Junina tem origem católica, como quermesses em comemoração aos Santos Antonio (13 de junho), João (24 de junho), Pedro e Paulo (29 de junho), durante todo o mês de Junho. Alguns dizem ainda que o nome na época era Festa Joanina, em homenagem a São João. Mas sei lá, acho o termo Junina mais interessante para não preterir meu Santo predileto, o Antônio. De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial.

 

ImagemVocê já se perguntou por que tantas comidinhas das Festas Juninas são feitas a partir de milho? Eu te conto! Junho é o principal mês de colheita do milho e por isso a maior parte dos doces dessas festas é feita a partir dele: pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho e por aí vai. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época arroz doce, bolo de amendoim, paçoca, doce de abóbora, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce… uh la La! Quanta coisa boa!

 E sendo Junho o mês da colheita do milho, vou receitar um bolo de fubá cremoso delicioso, que adoçou muitas tardes da minha infância. Tome nota! 

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Na Batedeira, coloque 3 ovos inteiros peneirados, 2 colheres de sopa de manteiga sem sala e 2 xícaras de açúcar (já diminui, ta! Eram 3, mas acho muito!!). Depois de bem batido, acrescente 1 e ½ xícara (chá) de fubá, 2 colheres (sopa) de farinha de trigo, 1 pires de queijo parmesão ralado, 1 pires de côco ralado, ½ litro de leite integral (eu prefiro desnatado) e, depois de bem homogêneo, por último, 1 colher (sopa) de fermento em pó tipo Royal.

Coloque toda a massa numa assadeira untada com manteiga e farinha de trigo e asse por aproximadamente 30 minutos em forno médio.

 Faz e conta pra gente? Se estiver a fim de variar, coloca goiabada no meio dele que também fica muito bom!!

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A palha, da Itália, que parece brigadeiro

Prometi no post da manhã e cá estou para cumprir promessa. Mas vou contar, para alguém que vive de olho na alimentação, como eu, falar sobre doces já alimenta a alma e é sempre uma boa desculpa. Vim aqui para falar sobre Palha italiana. Um doce que eu amo, mas que não como tanto quanto gostaria. Na semana passada, desejando fazer uma surpresa ao namorado, resolvi fazer o doce, cortar em quadradinhos, por em forminhas e embalar. Ficou a coisa mais linda, olha só:

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E a receita, no entanto, é tão fácil de fazer! Assim como brigadeiro, dá mais trabalho no preparo do formato, do que do doce em si. Mas…

Lá vai:

1 lata de leite condensado

3 colheres cheias de achocolatado (eu uso Nescau!)

1 colher de manteiga

Junta tudo na panela, mexe e espera ferver. Quando ferver, baixa o fogo e mexe sem parar, até despregar do fundo. Pronto o brigadeiro, vamos a montagem.

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Num recipiente untado com manteiga, coloque parte do brigadeiro, cubra com bolacha maisena ou maria ou aquela que preferir (usei Bauducco), cubra com brigadeiro de de novo, mais uma cama de bolacha e conclua com brigadeiro. Não precisa ficar muito grosso, tá? Eu só gosto de fazer assim para ficar lisinho e depois, o corte, fica mais bonito.

Deixa esfriar. Eu deixo gelar mesmo.

Depois corte quadrados com uma espátula, envolva no açúcar, coloque em forminhas e embale. Ta aí um lindo presente. E gostoso!

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Café com Palha Italiana tradicional, do Le Jardin Secret, em SP. Um sonho de sabor!

Depois de pronto e visto o sucesso que fez, pensei em inventar sabores de palha italiana. Assim como deram vida ao Brigadeiro Gourmet, acho a Palha Italiana digna de um sobrenome Gourmet. Sendo assim, vou arriscar umas receitas com sabores diferentes e venho aqui contar pra vocês, depois. Enquanto isso, que tal se esbaldar numa Palha Italiana Napolitana, que encontrei em minhas pesquisas?

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Brigadeiro Preto, Brigadeiro Branco e Brigadeiro de Morango (Quik)

 Caso seu presenteado, ou você mesmo, não for fã de brigadeiro de morango, que tal um de dois cores? Brigadeiro Branco e Brigadeiro Preto, bem gostosinho e bem lindinho!

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O AMOR começa pela boca

A Casa da Dinha acordou movimentada hoje. Mas também, pudera. O dia de ontem entrou para a história do nosso país, e Deus queira, ilustre páginas de livros de história do Brasil dos nossos filhos. A bisa Dinha sobreviveu às duas grandes guerras mundiais, viu a crise de 29 matando muita gente, sobreviveu a ditadura e pode me contar todas as suas lembranças sobre esses momentos. A filha dela, minha avó, sobreviveu a segunda grande guerra, a ditadura e a um marido fissurado por política, na década de 60! Minha mãe, além de viver a ditadura, viu o movimento pelas Diretas Já! e o Impeachment do Presidente Collor. Eu, até ontem, só havia assistido a movimentação pela eleição do Collor e posteriormente o impeachment dele, mesmo sendo pequenina – 9 anos, talvez. É bonito ver o espírito de luta e democracia ainda perdurar na alma desse povo brasileiro, por mim tanto amado.

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Foto: Repórter Iedo Ferreira. Manifestação em SP ontem.

Política, porém, não é o tema deste blog e não pretendo me estender nesse assunto. Inclusive por termos blogueiros muito mais engajados e afinados no tema do que eu. Apesar de apoiar toda forma de amor, eu ainda prefiro amar pela gastronomia, e é isso que vim fazer aqui.

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Churros do Edu Guedes frito. Quero ver qual será a cara deles assados!

Fui acordada hoje, literalmente, por uma receita de churros do Edu Guedes. Pois é, na Casa da Dinha tem gente acordando cedo e ligando a tevê no programa do moço. A receita me chamou a atenção pela quantidade de água que vai nela. Juro, nunca vi receita com tanta água assim! Mas deve dar certo, porque o homem já fez esse churros umas três vezes ao vivo no programa. A receita é assim:

Em uma panela, coloque:

1 ½ xícara (chá) de água

2 colheres (sobremesa) de manteiga

2 colheres (sobremesa) de açúcar

1 pitada de sal

E deixe ferver…

Acrescente 2 xícaras (chá) de farinha de trigo aos poucos e, sem parar de mexer, deixe cozinhar por cerca de 5 a 10 minutos até que a massa fique homogênea e solte do fundo da panela. Deixe esfriar. Coloque a massa em um saco de confeiteiro com um bico com ranhuras e molde no formato desejado. Se você não possui um saco de confeiteiro, modele o churros com as próprias mãos. Frite a massa no óleo quente até que fique dourado e crocante. Em seguida, retire o excesso de óleo e empane no açúcar com canela. Coma com doce de leite ou com o que quiser! Nutela deve ser bom também, né?!

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Edu, querido, na cozinha…

Como aqui na Casa da Dinha ninguém pode se dar ao luxo de comer muita fritura, resolvemos tentar a receita assada. Espero dar certo. Vou inclusive usar a Farinha de Banana Verde junto ao Trigo (50-50), e açúcar magro ou mascavo. Contarei tudo num próximo post.

O Edu sugere comer com chocolate quente. Eu ainda fico com o doce de leite, portanto sugiro cozinha uma lata de leite condensado (na panela de pressão, depois do início do assobio, deixa por uns 20 minutos, para ficar mais molinho) ou comprar doce de leite mesmo, tipo Aviação, sabe?

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Hummm… churros com café a tarde cai muito bem, não?

Faz aí e me conta. Se você não ficar enjoado de doce volto aqui hoje ainda para falar da minha maravilhosa palha italiana. Que conquistou coraçõezinhos semana passada!

Receber bem é arte, festejar faz parte!

A Casa da Dinha sempre recebeu muito bem todos que por ela passassem. E até hoje essa arte é lembrada e propagada. Como descendente da Casa, sinto-me no dever de seguir seus preceitos e, sendo possível, aprimorá-los. Por isso hoje resolvi falar aqui sobre essa arte, a qual cabe em todo e qualquer lugar e consiste, principalmente, em conhecer bem o seu público – amigos, familiares, visitas, e quem mais que venha até você. Devemos ter sempre em mente que, se uma pessoa saiu de seu ambiente de conforto para ir até você, por todo e qualquer motivo, ela precisa no mínimo ser bem recebida e sentir importante por lá estar. Portanto, prepare o bom humor, a alegria, a gentileza, a educação e principalmente o coração para acolher bem quem chega. Lembre-se, por melhor e mais organizada esteja a sua casa ou recepção, se faltar um dos ingredientes acima, o seu reinado desmoronará. Portanto, prepare a alma e o coração para esse momento tão especial.

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Receber bem é isso! Carinho e cuidado em cada detalhe, até mesmo num picnic no parque. (Foto tirada da internet)

Além de estar psicologicamente preparado, lembre-se da casa ou ambiente a ser usado para essa recepção. Pode ser um amigo vindo de longe ou uma festa para muitas pessoas. Conhecer seus gostos, costumes e necessidades ajudam muito na hora de preparar o ambiente. Cuidados especiais com a limpeza do local, cheiros e decoração podem evitar enormes contratempos. A poluição dos grandes centros tem intensificado as alergias e um lugar mal limpo pode ocasionar crises profundas em quem sofre de renite, bronquite, asma, entre outras. Produtos de limpeza com cheiro forte, essências e incensos podem também atrapalhar a permanência de pessoas no ambiente. Portanto, pegue leve e lembre sempre: cheirinho de limpeza não é perfume! Nada substitui uma limpeza bem feita, com produtos neutros e muito esforço.

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Casa bem limpinha, sempre, com cheirinho de limpeza e não perfume!

Tenha cuidado em quantas pessoas você convidará para uma mesma ocasião tanto pelo ambiente da recepção quanto por sua atenção para com eles. Tenha em mente a importância em oferecer conforto a cada uma delas, com direito a assento e um lugar a mesa, além de utensílios bem limpos e em abundância. Caso tenha espaço, mas não tenha mobília e utensílios, alugue. Fazer rodízio, além de feio e desconfortável, vai dar um trabalhão pra você! Tenha atenção também em quem são as pessoas convidadas e o que elas podem ter em comum. O ideal é que possam interagir sem a necessidade da sua presença. Em contrapartida, tenha a certeza de poder estar disponível a todos eles, sem preferir ou preterir nenhum deles. Mais uma vez, lembre-se: eles estão lá por você! E portanto, seja anfitrião!

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Se não tiver utensílios suficiente, alugue. Fazer rodízio, jamais!

As comidas e bebidas a serem servidas demandam atenção dobrada. Verifique se algum convidado tem alergia a algum alimento ou ainda, costumes desconhecidos. Ter um jantar com carne vermelha como única opção pode ser um fiasco se o convidado for vegetariano. Ou ainda, ter apenas frutos do mar pode levar sua recepção ao hospital, se o seu convidado for alérgico. Portanto, por mais que se conheça o convidado, pergunte antes. Ele pode ser apaixonado por frituras e massas em geral, porém estar num tratamento para reeducação alimentar, e a sua recepção deixá-lo numa saia justa. O mesmo vale caso tenha amigos em tratamento alcoólico. Se isso ocorrer, prefira não servir bebidas com álcool. Além de constrangedor a ele, a tentação será sempre um pecado capital. Por isso a importância em avaliar MUITO BEM cada um de seus queridos convidados. O objetivo de sua recepção deve ser sempre fazê-lo sentir-se feliz e confortável junto a você.

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Café da manhã é sempre ótima opção para receber amigos em casa. Simples, mas com charme, sempre.

Para recepções maiores e mais complexas como casamentos ou demais comemorações, você não poderá privar todos os seus convidados de algo em detrimento a um único. Neste caso, tenha opções. Além da carne vermelha, tenha uma opção de carne branca, opções de vegetais e massa sem proteína animal. Além de bebidas alcoólicas, tenha coquetéis sem álcool, lembrando sempre do suco da garotada ou da água saborizada, tão comum no sul do país e que tem ganhado seu espaço em todo tipo de recepção por aqui. O mesmo vale para recepções em casa, quando o público for heterogêneo. Se valer a dica, procure sempre opções saudáveis em suas escolhas. Hoje em dia todo mundo tá de olho na alimentação, afinal “a cura começa pela boca”. Portanto, pratos bem feitos, sem frituras, com vegetais, proteínas e carboidratos equilibrados são sempre boas pedidas e agradam todos os públicos.

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Opção de prato saudável para sua recepção. tomatinho, mussarela de búfala, manjericão e eu ainda acrescentaria um molhinho pesto!

Espero ter ajudado você a receber bem os seus convidados, porque fazer festa é uma farra, dá trabalho mas alimenta a alma. Quem nasceu para isso, como eu, tem um prazer enorme em receber e presentear pessoas queridas. E aí, vale a criatividade de cada um. Deixe os seus encantos tomarem forma seja de decoração, de comidas e bebidas ou mesmo de lembranças. Aliás, sendo possível, sempre separe algo para seus convidados levarem com eles, como lembrança da festa. Seja uma caixinha para doces ou algum doce especial, ou ainda um utensílio de uso em casa. Deixe a criatividade fluir, mas pense nisso, porque todo mundo gosta de ser presenteado, e lembranças deixam sempre um gostinho de quero mais no dia seguinte.

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Caixinha para doces, com tema da recepção, para os convidados levarem pra casa os doces que mais gostarem…

O fantástico mundo das Cookies

As cookies voltaram a me envolver essa semana, e dessa vez não apenas como degustadora. Minha amiga Marlene me chamou até sua casa para me apresentar o mundo encantado das suas Wonder Cookies! Ela me fez colocar as mãos na massa, literalmente, mas no fim da história, achei bem mais legal brincar de desenhar nelas, e depois comer, do que verdadeiramente fazê-las. Mas eu explico: é muito trabalhoso. Logicamente, é um aprendizado e tanto. E ver aquele mundo de possibilidades bem na minha frente é uma alegria e tanto. Mas preciso ser sincera e dizer que eu não levo muito jeito pra isso.

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O gosto tá ótimo, porque foi a Marlene que me orientou. Mas, que tal a minha arte?

Se você leva, aproveita, porque eu conheço um mundo de gente apaixonado por cookies de todos os tipos, de canela, de chocolate, de menta, de gengibre, de limão… E em todas elas podemos acrescentar ou trocar itens da receita por itens saudáveis como açúcar orgânico ou mascavo, farinha de banana verde, aveia, linhaça, nozes, amêndoas. Como eu disse acima, um mundo de possibilidades.

Como eu mais me diverti ontem do que realmente quis me profissionalizar no assunto, acabei não decorando a receita. Porém, eu quero aqui propor umas mudanças na receita original. Que tal criarmos algumas possibilidades? Você poderia tentar aí e me dizer o que achou? Eu farei o mesmo aqui em casa e aí comento como ficou.

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Sonho realizado. Fiz um boneco de Natal grandão! tipo, maior de 15 cm!

 Vamos lá:

Ligue o forno e deixe-o aquecer!

 Enquanto isso, bater bem na batedeira:

125 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente (será que rola light? E margarina? Alguém pode nos acudir???)

½ xícara de açúcar mascavo ou orgânico (será que vai adoçar mais do que o açúcar normal? Bom, tem que tentar… a receita dizia ¾ de açúcar normal…)

2 col. (sobremesa) de canela (eu que inventei, pode tirar se quiser)

1 col. (chá) de essência de baunilha

 Depois de homogênea, acrescentar 1 ovo caipira e tornar a bater bem.

 Na mão ou na batedeira planetária, coloque devagar 3/4 xícara de farinha de trigo + ½ xícara de farinha de trigo integral + ½ xícara de farinha de banana verde e salpique nozes moídas. Por último, adicionar 1 colher (chá) de fermento em pó.

Deixar a massa bem homogênea.

Feito isso, você pode colocar um pouco na geladeira, para ficar firminha e cortar com cortador OU fazer suas bolinhas, rolinhos, e o que mais quiser antes de assar. Pode assar no forno pré-aquecido por +/- 20 minutos, em +/- 200 graus. Tudo aqui é +/- porque vai depender do quão poderoso é o seu forno. Aqui em casa eu deixo a luz acesa de dentro do forno e grudo nele. Afinal, cada caso é um caso, né?!

 Segundo minha amiga, a gênia das cookies, o jeito de abrir a massa é o que define como ficará a sua bolacha. Se deixar a massa muito fina, a chance dela quebrar é enorme. Se ficar muito grossa, ficará mais macia do que crocante… Então, só fazendo pra descobrir o seu gosto. Eu, por ora, continuo pedindo pra minha amiga, que além de fazer bolachas deliciosas, personaliza do jeitinho que a gente quer, com chocolate, pasta americana, glacê real, e com infinidade de cores. Pede também! 

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Cookies feitas e decoradas pela minha amiga Marlene. Não é uma fofurice??

Brasília para apolíticos

Era um sábado nublado em São Paulo, finalmente uma viagem sem deveres profissionais. Saio cedo de casa, acompanhada pelo namorado, e vamos para o aeroporto. Chegamos cedo, afinal não tinha trânsito, e como não tínhamos mala para despachar, o check-in foi bem rápido. Fomos para a sala de embarque e aguardamos o vôo. É incrível, mas sempre que viajo a trabalho, meus vôos não atrasam. Esse, só porque era lazer, já começou atrasando…

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Catedral de Brasília

Pousado em Brasília, tomamos um táxi com destino ao Hotel mais cheio de coisa que encontrei no guia, o Royal Tulip Alvorada. No caminho para o hotel, relembrei como Brasília é diferente – para não chamá-la de estranha, pelas minhas referências. Primeiro porque tudo é muito distante. Segundo porque não parece ter centro urbanos, parece sempre rodovia. Desde criança chamo de “cidade” os conglomerados de pessoas, com casas, prédios, comércios, bancos, igreja, ginásio. Brasília não tem isso. Pelo menos não tudo junto. Você anda pelas “rodovias internas” e vê shopping, alguns restaurantes, prédios comerciais, mas tudo muito distante um do outro. De igreja, só vi a Catedral de Brasília – até porque não teria como não ver, ela está inserida nas proximidades da Esplanada dos Ministérios. Aliás, em Brasília, o único lugar que se consegue andar “a pé” é lá, porque de resto, é impossível! Uma cidade totalmente diferente de tudo que já vi no Brasil, mesmo sem eu conhecer muita coisa do meu país.

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Vista aérea de Brasília…

Da outra vez que estive em Brasília, também num final de semana, pude conhecer a Esplanada dos Ministérios todinha, com direito a visitação guiada em todas as áreas como Palácio do Itamaraty, Senado e Câmara dos Deputados, Palácio do Planalto e etc. Aprendi muito sobre a história do Brasil, inclusive coisas já esquecidas, desde a época de colégio e só decoradas para passar de ano. Apesar de cheia de conhecimento, essa viagem me deixou traumas então prometi a mim mesma – e fiz o namorado também prometer – dessa vez seria diferente. Queria conhecer uma Brasília do meu jeito – fazendo o que os moradores fazem!

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Uma das minhas vistas preferidas de Brasília – Esplanada dos Ministérios.

Fomos ao Pontão do Lago e o destino para o almoço foi um boteco. Não era o restaurante mais brasiliense imaginado para meu almoço, mas foi bem gostoso! De frente para o lago, feijoada e caipiroska (no meu caso!). Um calor tremendo em pleno outono/inverno que me fez até pensar estar no Rio de Janeiro. Mas algo naquele lugar me fazia ter certeza estar em Brasília – as mulheres! Se você vai a Brasília, leve roupas finas e produza-se. Sim, alguém devia ter me avisado disso, porque só descobri “in loco”. E digo mais. Se tiveres uma bolsa fina, pequena e chique e óculos escuros de grife, leve. Pois eles serão seus melhores amigos na caracterização brasiliense. Obviamente, se não tiver também serás bem vindo, mas aí aceite tornar-se ponto de referência, como eu me tornei devido a minha vestimenta totalmente out para a estação.

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Almocinho carioca, só quem em Brasília.

Namorado que se preze, não se contenta com o almoço e, num deslize, resolve dar um pulinho na Esplanada dos Ministérios. Visita feita ao Supremo Tribunal Federal e ao Panteão,seguimos ao Palácio da Alvorada. Ficamos na porta, como todo e qualquer turista, vimos a troca da guarda e com isso, pude voltar feliz e contente ao meu magnífico hotel.

A noite fomos jantar numa pizzaria – maravilhosa – próximo a ponte JK. Tudo muito gostoso, pizza saborosíssima e arquitetura de babar. O público, repleto da alta aristocracia brasiliense, moças finas e moços bem apessoados. Todas aquelas mulheres do almoço, vieram para o jantar, e dessa vez o vestido era um pouco mais curto – sim, com as pernas compridas e magras a mostra – e as bolsas ainda menores. Aí você pensa: é um caso ou outro. E eu respondo: é unânime! Traduzo Brasília como uma cidade do interior de São Paulo. E digo isso com respeito, pois nasci e cresci em uma e sempre tive o interior como referência de vida. Porém, no interior temos modismos e muita preocupação de o que o outro irá pensar sobre a nossa apresentação.

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Fachada da Pizzaria, retirada do site Brasília Gourmet.

Se você quer relaxar em Brasília, prepare a sua mente e desencane. O direito de ser como quiser é seu e com certeza pode ser aplicado em qualquer lugar. Mas se você, como toda boa mulher, gosta de ser vista, reveja sua mala e prepare o bolso, porque Brasília é uma cidade cara e muito elegante. A noite de Brasília é agitada e os locais aceitam reserva, caso contrário a chance de dar de cara com casa lotada é grande.

No domingo, aproveitamos o dia ensolarado e fizemos um passeio pelo Lago Paranoá. A embarcação era bem ajeitada e saía do hotel mesmo. Nesse passeio descobrimos várias curiosidades sobre a origem de Brasília e seus arredores. O lago, por exemplo, não é natural e foi arquitetado para a região. Apesar de muitos opositores não acreditarem dar certo, por conta do solo seco da região, o sucesso foi tanto, que além de embelezar a cidade, gera sustento de famílias, por conta da pesca, e umidificou a região. Assim como o passeio em ônibus “sightseeing” de Brasília, considero esse passeio ideal para quem desejar conhecer um pouco mais da cidade. Vai a Brasília? Boa viagem e aproveite! Leve biquíni para aproveitar mais!

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Lago Paranoá, com a Ponte JK ao fundo.