Festa Caipira não precisa ser só Junina

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Estamos no mês de Junho e todo blog que se preze fala de festas juninas. Festa Junina, para mim, sempre foi motivo de alegria. Primeiro porque eu amo dançar, e nas escolas que estudei montávamos coreografias, fosse de quadrilha, fosse outro ritmo. Os dias antecedentes à festa, saíamos às ruas da cidade arrecadando prendas a serem distribuídas nas brincadeiras, e a classe que mais arrecadasse, ganhava prêmio. Nos dias de montagem da festa, então, nem se fale. Só o fato de não ter aula, propriamente, já me alegrava muito. Mas os ensaios também me faziam feliz e o portão aberto, de fundo com a feira, realizada toda quarta-feira no mesmo lugar, me fazia a gulosa mais feliz do pedaço – com meu pastel quentinho.

Crescida, continuo apaixonada por Festa Junina, incluindo ainda as quermesses dessa época. Viver no interior tem dessas. A gente sempre sabe onde o Santo do dia é comemorado com pastel, vinho quente, milho verde, cachorro quente e docinhos. Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês tudo que envolve uma festa junina. História, comida, quadrilha, trajes típicos, decoração, correio elegante… Mas claro, tudo num post só não vai dar. Então por hoje eu deixo um gostinho de quero mais, na promessa de voltar aqui com as famosas receitas de pé de moleque, doce de abóbora e arroz doce da família. Mas para não deixar só vontade, divido com você uma receita de paçoca de copinho, para comer de colher – e ajoelhado!

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Paçoca em formato de amor, pra quem ama Festa Junina.

 

Paçoca de Colher:

Coloque 3 latas de leite condensado e 2 gemas de ovo numa panela e mexa até esquentar. Quente, acrescente 400 grs de amendoim sem sal e sem pele triturado e mantenha 100 grs para a decoração deles. Quando começar a ferver, desligue o fogo e acrescente 1 lata de creme de leite.

Está pronto o doce que vai adoçar sua Festa Junina. Agora é só colocar nos copinhos, enquanto quente para ser mais fácil de mexer, e decorar com o amendoim que sobrou. Ai… estou até salivando! Faz e me conta.

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Paçoca de Colher, para adoçar a nossa Festa Junina.

A palha, da Itália, que parece brigadeiro

Prometi no post da manhã e cá estou para cumprir promessa. Mas vou contar, para alguém que vive de olho na alimentação, como eu, falar sobre doces já alimenta a alma e é sempre uma boa desculpa. Vim aqui para falar sobre Palha italiana. Um doce que eu amo, mas que não como tanto quanto gostaria. Na semana passada, desejando fazer uma surpresa ao namorado, resolvi fazer o doce, cortar em quadradinhos, por em forminhas e embalar. Ficou a coisa mais linda, olha só:

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E a receita, no entanto, é tão fácil de fazer! Assim como brigadeiro, dá mais trabalho no preparo do formato, do que do doce em si. Mas…

Lá vai:

1 lata de leite condensado

3 colheres cheias de achocolatado (eu uso Nescau!)

1 colher de manteiga

Junta tudo na panela, mexe e espera ferver. Quando ferver, baixa o fogo e mexe sem parar, até despregar do fundo. Pronto o brigadeiro, vamos a montagem.

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Num recipiente untado com manteiga, coloque parte do brigadeiro, cubra com bolacha maisena ou maria ou aquela que preferir (usei Bauducco), cubra com brigadeiro de de novo, mais uma cama de bolacha e conclua com brigadeiro. Não precisa ficar muito grosso, tá? Eu só gosto de fazer assim para ficar lisinho e depois, o corte, fica mais bonito.

Deixa esfriar. Eu deixo gelar mesmo.

Depois corte quadrados com uma espátula, envolva no açúcar, coloque em forminhas e embale. Ta aí um lindo presente. E gostoso!

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Café com Palha Italiana tradicional, do Le Jardin Secret, em SP. Um sonho de sabor!

Depois de pronto e visto o sucesso que fez, pensei em inventar sabores de palha italiana. Assim como deram vida ao Brigadeiro Gourmet, acho a Palha Italiana digna de um sobrenome Gourmet. Sendo assim, vou arriscar umas receitas com sabores diferentes e venho aqui contar pra vocês, depois. Enquanto isso, que tal se esbaldar numa Palha Italiana Napolitana, que encontrei em minhas pesquisas?

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Brigadeiro Preto, Brigadeiro Branco e Brigadeiro de Morango (Quik)

 Caso seu presenteado, ou você mesmo, não for fã de brigadeiro de morango, que tal um de dois cores? Brigadeiro Branco e Brigadeiro Preto, bem gostosinho e bem lindinho!

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O AMOR começa pela boca

A Casa da Dinha acordou movimentada hoje. Mas também, pudera. O dia de ontem entrou para a história do nosso país, e Deus queira, ilustre páginas de livros de história do Brasil dos nossos filhos. A bisa Dinha sobreviveu às duas grandes guerras mundiais, viu a crise de 29 matando muita gente, sobreviveu a ditadura e pode me contar todas as suas lembranças sobre esses momentos. A filha dela, minha avó, sobreviveu a segunda grande guerra, a ditadura e a um marido fissurado por política, na década de 60! Minha mãe, além de viver a ditadura, viu o movimento pelas Diretas Já! e o Impeachment do Presidente Collor. Eu, até ontem, só havia assistido a movimentação pela eleição do Collor e posteriormente o impeachment dele, mesmo sendo pequenina – 9 anos, talvez. É bonito ver o espírito de luta e democracia ainda perdurar na alma desse povo brasileiro, por mim tanto amado.

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Foto: Repórter Iedo Ferreira. Manifestação em SP ontem.

Política, porém, não é o tema deste blog e não pretendo me estender nesse assunto. Inclusive por termos blogueiros muito mais engajados e afinados no tema do que eu. Apesar de apoiar toda forma de amor, eu ainda prefiro amar pela gastronomia, e é isso que vim fazer aqui.

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Churros do Edu Guedes frito. Quero ver qual será a cara deles assados!

Fui acordada hoje, literalmente, por uma receita de churros do Edu Guedes. Pois é, na Casa da Dinha tem gente acordando cedo e ligando a tevê no programa do moço. A receita me chamou a atenção pela quantidade de água que vai nela. Juro, nunca vi receita com tanta água assim! Mas deve dar certo, porque o homem já fez esse churros umas três vezes ao vivo no programa. A receita é assim:

Em uma panela, coloque:

1 ½ xícara (chá) de água

2 colheres (sobremesa) de manteiga

2 colheres (sobremesa) de açúcar

1 pitada de sal

E deixe ferver…

Acrescente 2 xícaras (chá) de farinha de trigo aos poucos e, sem parar de mexer, deixe cozinhar por cerca de 5 a 10 minutos até que a massa fique homogênea e solte do fundo da panela. Deixe esfriar. Coloque a massa em um saco de confeiteiro com um bico com ranhuras e molde no formato desejado. Se você não possui um saco de confeiteiro, modele o churros com as próprias mãos. Frite a massa no óleo quente até que fique dourado e crocante. Em seguida, retire o excesso de óleo e empane no açúcar com canela. Coma com doce de leite ou com o que quiser! Nutela deve ser bom também, né?!

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Edu, querido, na cozinha…

Como aqui na Casa da Dinha ninguém pode se dar ao luxo de comer muita fritura, resolvemos tentar a receita assada. Espero dar certo. Vou inclusive usar a Farinha de Banana Verde junto ao Trigo (50-50), e açúcar magro ou mascavo. Contarei tudo num próximo post.

O Edu sugere comer com chocolate quente. Eu ainda fico com o doce de leite, portanto sugiro cozinha uma lata de leite condensado (na panela de pressão, depois do início do assobio, deixa por uns 20 minutos, para ficar mais molinho) ou comprar doce de leite mesmo, tipo Aviação, sabe?

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Hummm… churros com café a tarde cai muito bem, não?

Faz aí e me conta. Se você não ficar enjoado de doce volto aqui hoje ainda para falar da minha maravilhosa palha italiana. Que conquistou coraçõezinhos semana passada!

Buenos Aires: El destino ideal para aquellos que no saben a dónde ir

Um dos meus destinos favoritos e mais queridos do mapa mundi, Buenos Aires me conquistou à primeira vista. Talvez porque, quando estive lá, vinha de experiências do outro lado do oceano, com pessoas e culturas totalmente diferentes da minha e parecia um sonho chegar a outro país e me sentir tão em casa. A cidade é linda, apesar de mal cheirosa, tem uma arquitetura fina e temperatura agradabilíssima – pelo menos no outono/inverno. Depois dessa vez, já estive por lá no fim do verão, e a experiência foi totalmente diferente, apesar de a comida continuar uma belezinha. Sempre que viajo tenho alguns propósitos diferentes, mas se tem algo a se repetir é a minha busca pela boa e farta gastronomia. E isso Buenos Aires tem para entregar.

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Entrada do Restaurante Siga La Vaca, uma das referências em churrasco portenho.

Para vivenciar Buenos Aires hay de se envolver, e para entrar no clima portenho, se faz necessário estar na cidade nos dias úteis. O fim de semana é interessante, afinal a Casa Rosada só se visita aos sábados, mas como a maioria das cidades turísticas, muitos visitantes se aproximam e tudo fica muito mascarado, não traduzindo a cidade como ela realmente é. Talvez por isso, a minha primeira experiência na cidade foi a melhor. De segunda a sexta! Como disse acima, a gastronomia portenha é algo de se tirar o chapéu! Carnes (médio) e massas (sempre) são sempre opções maravilhosas, isso sem contar o cubierto, composto por pão quentinho e manteiguinha – acendo aqui a luz de perigo, pois acostuma-se fácil fácil com esse tratamento lindo. Melhor ainda são os preços a serem pagos por essas beldades gastronômicas, tudo mais barato que São Paulo, facilitando muito a vida do viajante.

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Hermosa Buenos Aires, en un dia de lluvia

Não só de almoço e jantar vive-se o homem (muito menos a mulher!) e parada obrigatória para mim são os cafés de Buenos Aires. Um melhor que o outro, com empanadas sempre quentinhas saindo do forno e bem saborosas, acompanhadas de cafés ou chocolate quente. Passe por um desses locais por volta das 17h e sentirá como é viver em Buenos Aires. Homens e mulheres saem de seus trabalhos e concentram-se nos cafés para ler jornal, antes de ir para a casa. Talvez por conta desse costume o jantar nessa cidade costume sair por volta das 23h – o que pra mim é bem tarde.

As casas noturnas são bem agitadas, principalmente as de Puerto Madero. Mas não adianta chegar antes das 2h da madrugada, pois não encontrará muito mais do que gente jantando. Balada lá começa às 3h, e é bom ter pique, porque vai até depois do sol raiar. Inclusive, Puerto Madero é um bairro bom para se fazer quase tudo – menos ficar hospedada, porque para isso prefiro a Recoleta ou até mesmo o Centro, pertinho do Obelisco. Em Porto Madero é possível deliciar-se com a nova arquitetura, pós revitalização, no melhor estilo inglês pós Revolução Industrial, cheia de prédios com tijolinhos e ferragens a mostra. Os melhores restaurantes, sorveterias, cafés, bares e baladas estão lá localizados e sou capaz de ficar horas e mais horas do meu dia só neste bairro. Que inclusive abriga a Ponte dos Amores, um presente da Rainha da Inglaterra a Buenos Aires, que faz alusão a um casal dançando tango (oi? Não enxerguei, mas ok!).

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Puente de las mujeres, en Puerto Madero

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Encantadora arquitectura de Puerto Madero

A Recoleta é um bairro caprichoso e harmonioso, abriga lindos jardins, comércios, bares e feirinhas aos fins de semana. E nela que fica ainda o cemitério mais famoso de Buenos Aires, onde está enterrada Evita Perón, e o qual é sempre destino certo das excursões do mundo todo. Foi neste bairro que vivenciei um panelaço, desses que juntam muitas pessoas em busca de um bem comum. Como só o barulho era possível ser ouvido, parei uma participante e perguntei o que se passava e ele me explicou, estavam lutando pela liberdade de produção nas zonas rurais argentinas. A Recoleta, assim como Puerto Madero e Pallermo, abriga lindas construções e boníssimos restaurantes, e o melhor, que aceitam inclusive nossa moeda, Real! Em todos os bairros é possível encontrar a Freddo, sorveteria maravilhosa, porém hoje encontramos por aqui também, então não precisa esperar estar lá para vivenciar essa magnífica experiência.

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Una encantadora iglesia hermosa en Recoleta, para componer el ambiente

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Evita Perón se guarda aquí

Um bairro com destaque merecido, mesmo sendo onde você investirá menos tempo em sua viagem, é o Caminito, bairro que abriga La Bomboniera – o estádio do Boca Juniors.Todo colorido e voltado às homenagens a Carlos Gardel (precursor do Tango no país) e a Maradona, o Caminito foi construído por cortiços, quando da chegada dos imigrantes italianos a cidade. Talvez por isso, todo argentino nos indica ter cuidado com a segurança (ou a falta dela) nesse bairro. Como sou precavida, brasileira e paulista, tenho cuidado em todo e qualquer lugar por onde eu passe, portanto indico atenção.

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El Caminito y sus colores

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Los regalitos y Maradona, El Caminito

Outros bairros são altamente conhecidos e bem frequentados em Buenos Aires, mas indico sempre tomar um ônibus turístico um dia, para fazer reconhecimento de local, e usar táxi e as próprias pernas nos dias seguintes. A Calle Santa Fé e a Florida são consideradas ruas de compras, apesar de termos lojinhas por diversos outros lugares de Buenos Aires. Eu, sinceramente, não considero destino de compras, apesar das coisas serem sim mais baratas que no Brasil. Mas depende muito do que comprar. Roupa de criança, da marca Cheek, e itens de couro, são sim bem mais baratos, assim como os alfajores e havanets da Havana. Porém, tênis, bolsas e outros itens que muitas vezes buscamos, creio ser necessário garimpo. Eu, não achei (mas também, não estava a procura).

Algo que me chamou a atenção é o patriotismo do argentino. Assim como vemos nos filmes americanos, eles também utilizam a bandeira do país como adorno na própria casa. Sacadas, sofás e quartos são decorados com a bandeira azul e branca com o sol no centro. Lembro-me de ter assistido a um jogo de Brasil e Argentina num bar-restaurante da Recoleta. Apesar de ter me policiado com as reações, o jogo terminou em zero a zero e foi bem sem graça. Não pude ver a reação dos hermanos diante de uma vitória brasileira.

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Vamos a brindar el juego de Brasil y Argentina, en Locos por El Fútbol, Recoleta

Dicas:

– Escolha viajar para Buenos Aires no Outono ou Inverno. Com certeza você terá o que de melhor a cidade tem a oferecer.

– Seja paciente com os taxistas e desça sempre do carro pela porta da calçada – o contrário pode gerar multas a eles e ficam extremamente irritados se você fizer isso (eu fiz, e não me orgulho!).

– O centro, apesar de histórico e lindamente iluminado pela larga Avenida Nove de Julho, é destino durante o dia, inclusive para ver e admirar o Obelisco. Evite andar a pé, à noite, por questões óbvias de movimento e segurança.

– Tenha pelo menos cinco dias para ficar na cidade. Apesar de se virar bem em dois dias, você nunca terá tempo de conhecer a cidade como se deve, e com cinco garanto não cansar e nem repetir programação.

– Dinheiro você faz melhor negócio trocando Real diretamente por Peso, quando chegar ao país. Portanto, indico a troca de uma pequena quantidade no aeroporto, para o táxi e primeiras necessidades e posteriormente faça o câmbio nas casas especializadas no centro ou bairros da cidade.

– Ao pagar a conta saiba que na Argentina o cubierto é obrigatório e corresponde ao serviço de toalha, pratos, talheres da mesa. O pãozinho com manteiga é somente um agrado, portanto não tente dizer “no, gracias”, porque você será cobrado da mesmíssima forma.

– Dificilmente um restaurante aceita reserva para jantar antes das 21h, muitos nem abrem antes disso. Verifique o qual você deseja ir e ligue antes para reservar. A lotação é comum.

– Se desejar dar um pulinho no Uruguai, pegue o trem até El Tigre – região que vale a visita independente de ir ao Uruguai – e de lá tome a condução até Colonia Del Sacramento. Eu descobri o caminho ao contrário, mas vale a visita. Pelo menos para provar as suculentas parillas uruguayas! Boa viagem!!

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Estación de El Tigre