Cookies Especiais da Casa da Dinha

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Hoje nós tivemos uma manhã agitada, e muito gostosa, na Casa da Dinha. Me juntei a uma grande amiga e “Cookieira” profissional para desenvolver um mascotinho da Casa da Dinha, as nossas leiteirinhas de Cookie. Apesar desse espaço não ter sido criado com esse objetivo, desde a concepção da Casa da Dinha, pensávamos em ter um produto que fosse a ‘cara’ do projeto e ele nasceu hoje! São cookies no formato da Casa da Dinha, que podem ser individuais em saquinhos laceados lindos, ou coletivas, em leiteirinhas a serem usadas como item de decoração em casa. O objetivo delas é dar ainda mais significância ao tema do nosso blog, uma vez que a Dinha foi a maior doceira da cidade AND é minha bisavó.

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As Cookies da Casa da Dinha podem ser usadas como presente para os amigos queridos ou para nós mesmos. O mais gostoso delas é a sensação de carinho e aconchego sentidos por quem as degusta. Aquece tudo por dentro, e deixa um gostinho de quero mais. Nós vamos fazer um sorteio, daqui alguns dia, de uma leiteirinha amarela, igual a essa da foto, para os seguidores do Blog Casa da Dinha no Facebook. Para participar, acesse facebook.com/blogcasadadinha e curta a nossa página. Além de estar apto a ganhar essa lembrancinha linda da Casa da Dinha, você receberá sempre informações e dicas daqui da Casa…

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Assim como a minha amiga Cookieira criou as cookies especiais da Casa 

da Dinha para nossa Casa, ela pode criar a sua ou do seu negócio. Acho tão gentil receber pessoas com um cartão de boas vindas docinho docinho. No mundo de hoje, com tudo digital, ninguém mais guarda cartões. Armazenam os contatos e jogam fora o papel. S

e em vez de papel, for uma cookie, além de linda, não haverá desperdício de papel, será 

sustentável, e contribuirá com o bom humor de quem recebe. Super ideia, hein? Aproveita e faça a sua também. 

A Dinha

Achei justo iniciar os posts do blog falando sobre a pessoa que me inspirou o nome dele. Convivi com a Dinha 23 anos da minha vida, achando super legal o fato de ter uma bisavó! Minha mãe e minha avó foram as primeiras neta e filha que ela teve, razão talvez pela qual foi bisa relativamente jovem, aos 65 anos. Minha irmã mais velha conviveu mais profundamente com ela e guarda lembranças muito mais marcantes do que eu como, por exemplo, as comidinhas que ela fazia e o café pronto quando chegava da escola. Eu, por outro lado, vivi uma fase que minha avó não trabalhava mais e, portanto, fui cuidada por ela enquanto minha mãe e meu pai batalhavam por nós.

Da Dinha eu gostava de ouvir histórias. Apesar de ser uma pessoa bem reservada e de pouca fala, costumava me contar sobre o mundo na sua adolescência e fase adulta. As imigrações em nossa região, as guerras mundiais e as transformações políticas. Dela, ouvi histórias sobre pessoas importantes da cidade e descobri que era filha do primeiro e único dentista que existia em Salto na época. Com ela me preparei para encenar uma senhorinha num teatro da escola e nela me inspirei para desenvolver o papel.

Sobre ela soube por minha mãe e irmãos da minha avó. Sua fama sempre foi de “doceira de mão cheia” na cidade. Era conhecida por fazer os melhores doces de casamento da época. Delicadeza e experiência que passou para algumas filhas depois. Vaidosa, sempre gostou de se arrumar e se perfumar para sair. Lembro-me de uma procissão que ela fez questão de se enganchar (como as senhoras gostam de fazer!) em mim e minha irmã, pois queria estar perto de pessoas jovens.

Lembro-me de seu sorriso toda vez que chegávamos feito furacão em sua casa, de sua voz calma e baixa, seu andar tranqüilo e o cuidado com a alimentação, devido à diabetes sempre muito bem controlada. Lembro-me também de sua casa como ponto de encontro de todo fim de semana, ponto de união de toda a família, já tão ramificada e dispersa. Lembro-me de seu cuidado com o dinheiro, sempre guardado na primeira gaveta da cômoda, embaixo de todas as roupas, na sala. De sua tevê em branco e preto, de seu sofá bicama, de seu gigante banheiro e de seu fogãozinho. Lembro-me de seus armários de cozinha e sua geladeira, que tantas vezes eu tentei achar alguma guloseima, na desculpa de só pegar água! Lembro de tudo como se fosse hoje e vivo a doce lembrança de ter vivido uma infância e adolescência próxima a uma grande mulher, mesmo tão pequenina.

A Casa da Dinha

Finalmente dou asas a um projeto sonhado por tanto tempo. Agora muito mais profissa, com design da minha irmã Marisa Corti e estrutura digital da minha amiga Bia Bryan. O blog Casa da Dinha vem com a missão de bater papo gostoso, cheio de história e experiências,  bom humor e alegria, acompanhado por chá com bolachas ou café com bolo, bem ao estilo casa da vovó!  

Na Casa da Dinha a gente se reúne para por a conversa em dia, contar sobre a última viagem, dar dicas de lugares bons para conhecer, comer e viver. A gente reencontra pessoas e conhece de perto aqueles que só víamos de longe. Descobrimos as novidades, tendências, o que ta usando e o que está démodé! Aqui não tem tema, certo ou errado. Falamos sobre o que dá vontade. O lema é dividir, afinal, guardar pra gente além de egoísta é muito chato!

A Casa da Dinha hoje é digital. Mas ela já existiu fisicamente um dia. Dinha é a minha bisavó maternal – mãe, da mãe, da mãe, sabe? E foi na casa dela que passei boa parte da minha infância. O cheiro de café coado nos domingos à tarde era irresistível e um belíssimo convite a longas horas de bate-papo. Na mesa, sempre bolo, pão, mortadela e o que mais as visitas daquele dia tivessem levado. Eu era bem pequena, mas já via graça – e muita – em toda aquela tradição. Quando ela se foi, eu já não tão pequena assim, me indagava onde seriam as próximas rodas de bate-papo da família, uma vez que, ela como matriarca da família, sempre reunia as quatro gerações em volta de uma mesma mesa.

Pois bem, o convite está feito. Realizo aqui os meus mais profundos desejos literários e jornalísticos, intrínsecos em minha alma inquieta. Mas uma boa conversa não se faz sozinha e convido você a interagir comigo, contando um pouco da sua experiência a cada tema que por aqui nascer. Sugestões também são bem vindas e vou querer ouvir a sua história, sua dica, sua experiência. Topa? Seja muito bem vindo à Casa da Dinha. Entre, sente e fique a vontade. O cafezinho está vindo!