Bolinho de Chuva: gostinho de infância

ImagemA minha relação com o bolinho de chuva é a melhor possível, não fosse os quilos a mais a me proporcionar a cada pedaço. Por não ser algo facilmente encontrado em lanchonetes, cafés e estabelecimentos comerciais, acabei tomando gosto pelo churros e pelo pretzel, como substitutos comerciais. Mas ó, não é a mesma coisa ta? Até porque o bolinho de chuva tem todo um gostinho de infância que só a casa da avó nos proporciona. Porque, assim, eu posso fazer aqui em casa também, mas aquele tempo que passo em cima do tacho cuidando da fritura tira toda a graça dele e me gera um peso na consciência que acabo por nem comer.

Bolinho de chuva faz parte daquelas lembranças gostosas de quando eu era criança, que não voltam mais, sabe? Tá junto com as manhãs ou tardes livres na casa da avó, os dias de férias cheios de guloseimas na casa das amiguinhas, a festa do pijama antes de dormir quando na casa de amigos, fazer picnic no parque da cidade, passar o dia no clube de campo. Oh Jesuis, por que fui lembrar disso tudo agora? Bateu uma ‘sodadi’ no peito…

ImagemFui uma criança bem arteira, faladeira, curiosa e gulosa. E férias pra mim era época de enfiar o pé na jaca – inclusive literalmente, porque um dia encontramos um pé de jaca no clube e testamos a proeza! Férias pra mim era motivo de cometer gordices na casa dos outros e depois voltar pra casa como se só tivesse tomado água o dia inteiro (mamys sempre controlou minha alimentação por ter sido eu uma criança obesa).

O tempo passou, eu continuei gulosa, doida por comidinhas e, infelizmente, brigando com a balança. Sendo assim, vou dividir com você o meu bolinho de chuva preferido e peço para que faça na sua casa e me chame para comer, ta?

A parte mais difícil é fazer a bolinhas e jogar no óleo quente. De resto, é bába!

ImagemColoque uma panela com 1 litro de óleo para aquecer enquanto prepara a massa – porque é bem rápido! Coloque num recipiente 2 ovos, 1 xícara de açúcar, 1 xícara de chá de leite, 2 e ½ xícaras de farinha de trigo e 1 colher de chá de fermento em pó. Misture tudo até ficar uma massa mole e homogênea. Quando o óleo estiver bem quente (180º), com uma colher, comece a colocar pequenas quantidades de massa, e frite até que dourem por inteiro. Coloque os bolinhos sobre papel absorvente e depois passe-os no açúcar com canela.

Essa receita ficam bolinhas. Agora, se quiser, pode colocar mais trigo, e fazer rosquinhas, como minha avó fazia quando criança. Minha irmã inventou moda aqui em casa e começou a colocar doce de leite no meio. Outros colocam goiabada ou nutella. Tudo dá certo e fica um absurdo de bom!! Para fazer isso, é só fazer bolinhas do doce e deixar no congelador por uns minutos (tipo

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60…), assim facilita a vida na montagem deles com a massa do bolinho e frita. Alguns nossos estouraram e o doce de leite saiu. Mas tudo bem. Ficou bem gostoso mesmo assim! Na hora de servir escolha entre chá, café ou esquece da vida e se joga no chocolate quente!

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Pede, Moleque!! Virou doce…

ImagemTenho notado ultimamente o poder do chocolate na atração de olhares aqui para a Casa da Dinha. Apesar disso, minha meta deste mês e falar tudo sobre Festa Junina, e portanto amigo chocolate, espera os posts da noite. De dia só doces de Festa Junina tem vez!

Sendo assim, o prato escolhido do momento é o Pé de Moleque. Aquele bem suculento, com leite condensado, docinho docinho, sabe? Ele mesmo! Vamos à receita?

Coloque numa panela 500 grs de amendoim cru – alguns lugares dizem para fazer com ele sem casca. Mas aqui em casa o povo nem liga muito, e colocamos com casca mesmo. Dá uma corzinha legal no produto final! Acrescente 1 xícara de açúcar e coloque no fogo. Mexa até caramelizar. Feito isso, acrescente 1 lata de leite condensado e mexa até começar desgrudar do fundo da panela – esse processo cansa, ta? E lembre que, quanto mais amendoim e açúcar colocar, mais pesado será o seu trabalho. Em seguida despeje em uma forma untada com manteiga. Deixe esfriar um pouco e corte em quadradinhos! Tá feito!! Faz aí e compartilha com a gente, ta?

 ImagemVocê sabe por que, Pé de Moleque?

Existem algumas possibilidades de origem, como tudo que é curioso e histórico, mas a que mais gosto, quem me contou foi o meu historiador particular e namorado nas horas vagas. Em nosso Brasil antigo, quanto era muito comum doceiras venderem seus produtos nas ruas, eram comuns furtos de crianças ‘lombrigadas’ por doces. Então, para não mais serem importunadas por esses inconvenientes, diziam: Pede moleque! Exatamente, do verbo PEDIR! Mas, como bons brasileiros que somos, transformamos o antigo “quebra-queixo” em “pé-de-moleque”.

Historinha

ImagemO pé de moleque surgiu em meados do século XVI com a chegada da cana-de-açúcar à Capitania de São Vicente, trazida pelo navegante Martim Afonso de Sousa. O pé de moleque é extremamente popular no Brasil. A cidade de Piranguinho no sul do estado de Minas Gerais é famosa pela produção artesanal do tradicional pé de moleque mineiro, a qual tem como lema ser a capital nacional do pé de moleque. Nas regiões sul e sudeste do Brasil, o pé de moleque é um doce bastante relacionado às culturas caipiras. Na região Nordeste do Brasil, em estados como Pernambuco e Alagoas, o pé de moleque se transforma em bolo, fazendo a alegria da garotada nas Festas Junina.

 

O AMOR começa pela boca

A Casa da Dinha acordou movimentada hoje. Mas também, pudera. O dia de ontem entrou para a história do nosso país, e Deus queira, ilustre páginas de livros de história do Brasil dos nossos filhos. A bisa Dinha sobreviveu às duas grandes guerras mundiais, viu a crise de 29 matando muita gente, sobreviveu a ditadura e pode me contar todas as suas lembranças sobre esses momentos. A filha dela, minha avó, sobreviveu a segunda grande guerra, a ditadura e a um marido fissurado por política, na década de 60! Minha mãe, além de viver a ditadura, viu o movimento pelas Diretas Já! e o Impeachment do Presidente Collor. Eu, até ontem, só havia assistido a movimentação pela eleição do Collor e posteriormente o impeachment dele, mesmo sendo pequenina – 9 anos, talvez. É bonito ver o espírito de luta e democracia ainda perdurar na alma desse povo brasileiro, por mim tanto amado.

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Foto: Repórter Iedo Ferreira. Manifestação em SP ontem.

Política, porém, não é o tema deste blog e não pretendo me estender nesse assunto. Inclusive por termos blogueiros muito mais engajados e afinados no tema do que eu. Apesar de apoiar toda forma de amor, eu ainda prefiro amar pela gastronomia, e é isso que vim fazer aqui.

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Churros do Edu Guedes frito. Quero ver qual será a cara deles assados!

Fui acordada hoje, literalmente, por uma receita de churros do Edu Guedes. Pois é, na Casa da Dinha tem gente acordando cedo e ligando a tevê no programa do moço. A receita me chamou a atenção pela quantidade de água que vai nela. Juro, nunca vi receita com tanta água assim! Mas deve dar certo, porque o homem já fez esse churros umas três vezes ao vivo no programa. A receita é assim:

Em uma panela, coloque:

1 ½ xícara (chá) de água

2 colheres (sobremesa) de manteiga

2 colheres (sobremesa) de açúcar

1 pitada de sal

E deixe ferver…

Acrescente 2 xícaras (chá) de farinha de trigo aos poucos e, sem parar de mexer, deixe cozinhar por cerca de 5 a 10 minutos até que a massa fique homogênea e solte do fundo da panela. Deixe esfriar. Coloque a massa em um saco de confeiteiro com um bico com ranhuras e molde no formato desejado. Se você não possui um saco de confeiteiro, modele o churros com as próprias mãos. Frite a massa no óleo quente até que fique dourado e crocante. Em seguida, retire o excesso de óleo e empane no açúcar com canela. Coma com doce de leite ou com o que quiser! Nutela deve ser bom também, né?!

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Edu, querido, na cozinha…

Como aqui na Casa da Dinha ninguém pode se dar ao luxo de comer muita fritura, resolvemos tentar a receita assada. Espero dar certo. Vou inclusive usar a Farinha de Banana Verde junto ao Trigo (50-50), e açúcar magro ou mascavo. Contarei tudo num próximo post.

O Edu sugere comer com chocolate quente. Eu ainda fico com o doce de leite, portanto sugiro cozinha uma lata de leite condensado (na panela de pressão, depois do início do assobio, deixa por uns 20 minutos, para ficar mais molinho) ou comprar doce de leite mesmo, tipo Aviação, sabe?

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Hummm… churros com café a tarde cai muito bem, não?

Faz aí e me conta. Se você não ficar enjoado de doce volto aqui hoje ainda para falar da minha maravilhosa palha italiana. Que conquistou coraçõezinhos semana passada!